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 Ruínas Romanas de Miróbriga – Santiago do Cacém

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rya
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MensagemAssunto: Ruínas Romanas de Miróbriga – Santiago do Cacém   Ter 27 Abr - 14:17

Ruínas Romanas de Miróbriga – Santiago do Cacém
Ainda há caminhos que vão dar a Roma
Andreia Melo
Termas no centro do antigo povoado e casas com sistemas de esgotos. Já lhe dissemos que estamos a falar do século IX a.C.? Para visitar o passado não é precisa uma máquina do tempo, basta ir a Miróbriga, no Alentejo.
Chegou a um antigo lugar romano. Desses tempos restam apenas as ruínas que chegam para lhe ir contando a história. Na verdade não são as ruínas que o fazem mas sim os guias que o conduzem a séculos atrás. Antes ou depois da visita às ruínas, socorra-se ainda do centro interpretativo. É para isso que ele lá está.

Pouco se sabe de concreto sobre Miróbriga. Especula-se desde que o humanista André de Resende escrevia sobre o povoado em pleno século XVI, que fosse o mais importante centro urbano romano na costa alentejana, fazendo a ligação entre o porto de Sines e Pax Julia, que hoje conhecemos como Beja.

Sobre a fundação do povoado ou do porquê da sua dissolução, são muitas as conjecturas mas nenhuma sustentada. Que comece a visita.

Pela estrada fora

Para começo de conversa, uma advertência: aconselhamos calçado confortável. Em tempo chuvoso tenha em mente que a pedra escorrega e há descidas a pique à sua espera. Se escolher fazer a visita sozinho, use o mapa do percurso como a sua bíblia. Para que ele ajude a sua imaginação a funcionar. Está pronto para a sua visita. Numa hora estará de regresso ao século XXI.

O percurso começa nas Insulae, as casas mais modestas. No interior de algumas destas, ainda consegue ver frescos que dão uma ideia do que seria a decoração desses tempos. O tamanho das divisões pode porém intrigá-lo. O que o leitor poderia ser levado a pensar que é hoje o equivalente à sua sala de estar, seria aproximadamente o tamanho de toda a casa. E raramente alguém vivia sozinho…

Ponto assente: as ruínas de paredes não separam divisões, mas sim habitações. Contudo, já nestes pequenos vestígios pode observar claramente como funcionava o sistema de canalização nestas casas. E como é semelhante aquele que hoje utilizamos…

Como seria de esperar nem todas as casas tinham as mesmas dimensões. As maiores, indicando um estatuto social superior, designam-se por Domus. E a poucos metros das insulae encontra um exemplar destes. Na Domus da Calçada é possível ver como os compartimentos são edificados em torno de um átrio ou pátio romano. Todas as divisões da casa convergem para este espaço.

Os deuses devem estar… aqui

A praça pública, ou fórum, fica na zona mais elevada da vila. É aqui que se encontram as estruturas centrais. Falamos de dois templos, um dedicado ao culto imperial e outro ao culto de Vénus. De todos, aquele que está mais bem preservado ostentando ainda três colunas e uma inscrição legível é o Templo Imperial. A partir deste, o exercício a fazer é imaginar todo o fórum.

Das restantes estruturas restam apenas as fundações. Atente nas pequenas pedras de mármore que indicam onde antes ficou situado um templo a Vénus.

Em frente aos dois, ficam a Cúria e a Basílica. No primeiro, funcionava o governo da Igreja. O segundo era um grande espaço coberto, destinado à realização de assembleias

É em torno deste centro que se desenvolviam as Tabernae, ou em linguagem do século XXI, as zonas comerciais. Encontra também por perto uma domus que se especula, pela localização e dimensão, ser uma hospedaria. Aproveite para espreitar os frescos que ainda é possível ver nas paredes. Em toda a visita os que estão em melhor estado de preservação.

Povo que te banhas nas termas

Se o fórum fica na zona mais elevada, as termas, outro dos centros sociais de Miróbriga, ficam na parte mais baixa, aproveitando a depressão natural do terreno para utilizar as águas pluviais de modo a criar as condições para levar o povo a banhos.

Percebe claramente a existência de duas infra-estruturas termais: as termas de este e as de oeste. No mínimo fica a saber que a nossa noção de spa não é novidade. Há, por exemplo, aquilo que seria para os romanos o equivalente à sauna, através do aproveitamento do hipocausto, parte inferior das termas onde estariam as caldeiras e de onde passariam os vapores quentes. Se quiser perceber melhor o sistema de esgotos dos romanos, pode ainda observar uma latrina nas termas oeste.

Para lá das termas e da ponte romana, a cerca de um quilómetro de distância, fica o hipódromo. Pouco resta para ser visto e a olho nu dificilmente tem noção da dimensão do espaço. Nada que uma fotografia aérea da área não resolva. Veja-a no Centro Interpretativo das Ruínas de Miróbriga, o seu próximo passo…

Dentro de portas

Depois do passeio ao ar livre, resta visitar o núcleo museológico do centro interpretativo. Na exposição permanente, pode observar de perto os artefactos encontrados durante as várias escavações que decorreram em Miróbriga, começadas inclusive no século XIX.

A exposição está estruturada de modo a que possa conhecer os costumes dos romanos que aqui viveram, desde a sua actividade mercantil aos hábitos de higiene, passando pelo lazer. Tenha em conta que o povoado era relativamente pequeno, como indicam as poucas estruturas habitacionais e as curtas distâncias entre os vários pontos centrais do centro urbanístico, mas fica com uma ideia de como tudo se passava.

Tome atenção, por exemplo, ao touro esculpido em pedra, encontrado na zona Tabernae. O objecto sugere que algures na zona comercial que antes visitou haveria um talho. Na mesma mostra, irá ver também brincos e ganchos de mulher encontrados numa das estâncias termais. Quem sabe as termas oeste estariam reservadas apenas a homens e as este a mulheres ou vice-versa.

Agora resta-lhe construir a ideia de como tudo isto era… na sua cabeça.



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